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19 - MEMÓRIA, CULTURA E HISTÓRIA ORAL: FORJANDO DIÁLOGOS
 

19 - MEMÓRIA, CULTURA E HISTÓRIA ORAL: FORJANDO DIÁLOGOS

Coordenadores: MARIA APARECIDA LOPES NOGUEIRA (Pós Doutor(a) - Universidade Federal de Pernambuco), MARIA DO SOCORRO FONSECA VIEIRA FIGUEIREDO (Doutorando(a) - UFPE), NORMANDO JORGE DE ALBUQUERQUE MELO (Doutorando(a) - PPGSA/UFRJ), SANDRA SIMONE MORAES DE ARAÚJO (Doutorando(a) - Universidade Federal de Pernambuco)
Resumo: 4 sessões:
1ª.: Mostra de Curta-metragens (máximo de 15 minutos); Coordenador: Normando Jorge de Albuquerque Melo;
2ª.: Ensaios fotográficos (máximo de 15 minutos para apresentação); Coordenadora: Sandra Simone Moraes de Araújo;
3ª.: Apresentação de textos: releituras de Instrumentos Musicais da Tradição (15 minutos); Coordenadora: Maria Aparecida Lopes Nogueira;
4ª.: Apresentação de textos: a contemporaneidade das Literaturas Poéticas da Oralidade (15 minutos); Coordenadora: Maria do Socorro F. V. Figueiredo.

Programação


27/04 - Terça-feira - Tarde (14h às 15h 45min)
  • Francisco Chagas Oliveira Atanasio
    AS RESSONÂNCIAS DO IMAGINÁRIO: OS REVOLTOSOS SOBRE OLHAR DAS REPRESENTAÇÕES
    Neste trabalho proponho discutir as atribuições simbólicas construídas sobre a Coluna Prestes nas cidades de Timon-Ma & Teresina. Fruto de uma pesquisa desencadeada entre os anos de 2005-2008, procurei analisar a maneira pela qual as imagens dos Revoltosos foram (re)elaboradas no imaginário popular no período de sua passagem, entre os anos de 1925 e 1926. Como arrimo para o desenvolvimento de tal estudo, além de levantamento bibliográfico, contei com a análise da memória de reminiscentes da época, como também fiz uso da tradição oral, que acabou por constituir uma segunda categoria dessa memória no corpo da pesquisa: uma memória herdada. A partir desse itinerário, tentei observar como tais simbólicas tendiam a revelar um conjunto de valores agregados a noções culturais e míticas nas quais o sagrado e o profano se encontravam emaranhados, como também observei as exposições de perspectivas político-ideológicas, agenciadas através das dimensões subjetivas que compõe tais representações.
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  • Cícera Patrícia Alcântara Bezerra
    Louvado seja nosso senhor Jesus Cristo: Travessias do Padre Ibiapina nas narrativas da Irmandade da Cruz, Barbalha-CE
    Esse trabalho tem como principal objetivo analisar as narrativas construídas pela(s) memória(s) de um grupo de penitentes do sul cearense a respeito da passagem do Padre Ibiapina pela referida região, na segunda metade do Século XIX. Partindo do entendimento de que a oralidade tece encontros entre temporalidades diversas, tentaremos pensar na maneira particular como esses homens (re)constroem oralmente os encontros, as travessias, e os ensinamentos deixados pelo referido religioso que de uma maneira particular estão presentes no cotidiano cultural do grupo. De acordo com os irmãos da Cruz, seu grupo de penitentes teria sido fundado pelo Padre Ibiapina na segunda metade do Século XIX, como forma de combater a epidemia de Cólera morbo que teria sido o resultado da grande quantidade de pecados cometidos pelos homens na terra, dai a necessidade de flagelação dos seus corpos como sinal do arrependimento dos mesmos. Neste sentido, o sítio Cabeceiras em particular e o Cariri cearense em geral, são pensados como lugares de memória e de construção identaria para a Irmandade da Cruz, já que agrupam experiências vividas cotidianamente e as que foram transmitidas de geração á geração através de suas falas.
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28/04 - Quarta-feira - Tarde (14h às 15h 45min)
  • Ely Souza Estrela
    EUCLIDES NETO: TESTEMUNHOS DE EXPERIENCIAS, MEMÓRIAS E ORALIDADE NA OBRA DE UM PREFEITO “MODELO”.
    Euclides Neto (1925 – 2000) destacou-se na política e na literatura. Entre 1962 e 1966 foi Prefeito Municipal de Ipiaú, gestão na qual o município foi escolhido “modelo”. Após 1964, foi denunciado como subversivo, respondendo a Inquérito Policial Militar. Em 1987, assumiu a Secretaria de Reforma Agrária e Recursos Hídricos do Estado da Bahia. Publicou treze obras, entre romances, contos e outros, incluídos nestes outros um dicionário (Diocenareco das roças de cacau e arredores) e duas obras que chamarei aqui de testemunho de experiências, quais sejam: 64: um prefeito, a revolução e os jumentos (A fábula do presidenciável Salém) e Nas Trilhas da Reforma Agrária. Embora limitada, a fortuna crítica de Euclides Neto tem destacado o tom telúrico e marcado pela oralidade de sua obra. Nesta comunicação, pretende-se problematizar a dificuldade de conceituação das últimas duas obras acima citadas; evidenciar as proximidades e os distanciamentos entre o testemunho de experiência, a memória e a auto-biografia; pontuar a proximidade entre o oral e o escrito e as fronteiras entre a literatura e a história, tomando como exemplo a obra 64: um prefeito, a revolução e os jumentos (A fábula do presidenciável Salém).

    Palavras chave: Euclides Neto, testemunhos de experiências, oralidade.

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  • Lúcia Maria Ozório Barroso
    Perspectivas da pesquisa biográfica e seus entrelaçamentos com a educação popular e a história : comunidade, interculturalidade, histórias orais de vida em comum.
    Pensamos na importância da história oral conectando-a com a educaçăo popular. Assim, refletimos sobre comunidade como práxis intercultural. As histórias orais de vida em comum que ajudam a compreensão e realização desta práxis são as narrações dos moradores da comunidade da Mangueira que acontecem no Papo de Roda, nosso dispositivo, em que se explicita a força de um comum, intercultural, experencial (Ozório, Polêmica, 2007) que dá condições da transmissão acontecer. Nestas transmissões intervem-se na fragmentação dos espaços sociais, na discriminação e criminalização da pobreza dando visibilidade a certos espaços-tempos de proximidade e seus habitantes. Suas histórias orais de vida em comum fazem da história uma contra-memória, desdobrando uma outra forma de tempo. História e educação, entrelaçadas, a contrapelo, vão na direção contrária à esperada (Benjamin: Brasiliense, 1987). Este processo lembra Veyne (Edições 70, Lda, 1992) que diz que a história é a que escolhemos e Freire (Vozes,1983) que ensina que educação é processo libertário e não bancário. A observação participante, nosso modo de pesquisar baseia-se num trabalho comum buscando nexos entre teorias e práticas, entre-lugares – cidade e comunidade; lugar e mundo – e uma estratégia interpretativa e heurística.

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  • Vanessa Moraes de Gouvêa
    Os caminhos metodológicos da História Oral: narrativas e experiências de sujeitos que participaram do movimento social dos sem-teto, em Florianópolis/SC, 1984-2008.
    Este trabalho tem por referencial a pesquisa elaborada para o trabalho de conclusão do curso de História, da Universidade do Estado de Santa Catarina, a qual teve por finalidade investigar as narrativas acerca dos significados produzidos a partir das experiências de sujeitos que participaram do movimento social urbano dos sem-teto, em Florianópolis/SC, a partir de meados da década de 1980. Sobretudo, este trabalho refere-se, também, a um desdobramento da questão contida na proposta de mestrado, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em História da UDESC, sob a orientação da Prof.ª Dr.ª Cristiani Bereta da Silva, acerca da construção de memórias sobre os movimentos sociais, na imprensa catarinense, nos últimos vinte anos. A partir da investigação do objeto baseada na recuperação histórica acerca do surgimento do movimento dos sem-teto, bem como valendo-nos dos suportes metodológicos que são utilizados por autores que orientam a prática de pesquisa em história oral, no tempo presente, recortamos algumas das análises elaboradas sobre as narrativas, que constituíram e foram constituídas pelos sujeitos políticos, a fim de visibilizar as significações das experiências e a construção das memórias (individuais e coletiva) dos mesmos acerca da participação no referido movimento social.
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  • MARIA HELENICE BARROSO
    Poetas andarilhos da viola
    Maria Helenice Barroso
    (UnB, Doutoranda. helebarroso@gmail.com)
    Orientadora: Prª. Drª. Cléria Botelho da Costa

    Este artigo se baseia na pesquisa de mestrado realizada com os cordelistas no Distrito Federal. Tem por objetivo traçar o perfil identitário desses cordelistas; compreender o processo de transmissão, produção e distribuição. Quer ainda perceber como esses poetas, migrantes ou descendentes de migrantes, se apropriaram das técnicas; que temas cantam em suas poesias; como representam a sociedade em que vivem e aquela da qual fizeram parte no passado.
    De acordo com as histórias de vida, o universo desses poetas é de aproximadamente vinte a trinta cordelistas. Alguns se mudaram para esta região no período da construção da Nova Capital, outros vieram depois da inauguração, alguns continuam chegando até o presente e outros tantos estão sempre em trânsito pela cidade.
    A pesquisa teve um corpus documental assentado na história oral, entrecruzado com outros tipos de documentos. A opção do documento oral como fio condutor desse trabalho se deu por acreditar que, como nos lembra R. Samuel (1997), “um homem ou uma mulher falando sobre seu trabalho pode nos trazer informações que o pesquisador mais diligente pode ignorar”.





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29/04 - Quinta-feira - Tarde (14h às às 15h 45min)
  • Sandra Simone Moraes de Araújo
    Os Cegos e as imagens da cidade – um ensaio de fotografia, história e memória.
    Quando se fala em imagens o pensamento logo conduz para algo que é percebido pelo sentido da visão. De uma forma muito apressada poderíamos pensar que alguém que não pode enxergar não teria capacidade de compor imagens da paisagem de um lugar. Segundo Humberto Maturana e Francisco Varela (2005), cada indivíduo apreende as coisas do mundo, dependendo das experiências vividas, da percepção, da linguagem, e do desenvolvimento da sua cognição. Os cegos, principalmente os que são portadores de cegueira congênita, desenvolvem a capacidade de apreender e se relacionar no contexto de sua cultura de maneira diversa do normovisual. É neste sentido que este trabalho tem como objetivo apresentar imagens da cidade do Recife por meio de fotografias feitas por pessoas cegas. São imagens de lugares que contam um pouco da história de vida desses sujeitos, e compõe uma paisagem da cidade por eles admirada e compreendida sem o sentido da visão. As fotos que compõe este ensaio foram realizadas durante o curso Fotografia do Sensível, o qual buscou desenvolver uma metodologia que possibilitou o uso de uma máquina fotográfica digital compacta por deficientes visuais.
  • Fátima Saionara Leandro Brito
    RELATOS ORAIS E REFORMA PSIQUIÁTRICA: INSTAURANDO RASURAS E PRODUZINDO DISCURSOS.
    O tratamento direcionado aos sujeitos nomeados de doentes mentais vem passando por um processo de mudança, no qual os antigos modelos de assistência hospitalar têm sido vistos como inadequados. Trata-se da reforma psiquiátrica que no Brasil começou a ser formalizada com os movimentos antimanicomiais nos anos 1980. Estes movimentos deflagrados contra os hospitais psiquiátricos tiveram sua legitimidade com a aprovação da Lei Nº 10.216 de 6 de abril de 2001, que dispõe sobre a proteção e os direitos dos sujeitos diagnosticados como portadores de transtornos mentais, visando “re/socializá-los” e os re/direcionando para assistência em instituições tidas como modelo em saúde mental, a exemplo dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs). Nossa proposta visa perceber as nuanças desta ruptura em nossa sociedade, na qual a “loucura” passou longo período enclausurada e silenciada através das paredes manicomiais. Para tanto, propomos fazer uma análise teórico/metodológica dos relatos orais de familiares destes pacientes, bem como, dos profissionais envolvidos neste processo na cidade de Campina Grande – PB. Pois esta fonte, dentre outras, nos possibilita mostrar os encontros e desencontros existentes em torno da reforma psiquiátrica nesta cidade.
    Palavras-Chave: Tratamento; Reforma; Relato.

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  • Magdalena Maria de Almeida
    História oral baseada em reuniões
    História Oral é aporte metodológico para pesquisa histórica que se utiliza de depoimentos, quase sempre individuais, gravados e transcritos. Proponho um debate sobre alternativas no formato de registro oral.
    Este exemplo se refere a este debate e constitui-se registro de reunião ocorrida no dia 09 de março de 2005, no Indiano, bairro de Garanhuns, agreste de Pernambuco.
    As comunidades Castainho, Timbó, Estrela, Estivas e Caluête compareceram com um ou dois representantes. O resultado oferece uma panorâmica da vida nas comunidades, sistematizado com prevalência de opinião da representação das comunidades. Deliberou-se pela forma como identificaríamos problemas comuns aos grupos sociais. Asseverou-se que seria elaborado um quadro com três colunas: problema, cenário atual e transformações propostas. Questões abordadas: educação, saúde, abastecimento d’água, infra-estrutura (transporte, estrada, saneamento, comunicação), questão fundiária, agricultura, geração de renda, assistência social, cultura, esportes e lazer, sem preocupação em hierarquizá-los.
    O registro tem caráter descritivo, mas sinaliza para possibilidades de caracterizar a vida nos grupos estudados, servindo como orientação ao historiador, de acordo com o objeto de estudo que escolher para ser analisado.

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  • Patricia Rodrigues da Silva
    Viver é lembrar: memórias e significados das transformações urbanas na cidade de Manaus
    Este trabalho busca compreender os sentidos das transformações vivenciadas na cidade de Manaus a partir da implantação da Zona Franca na segunda metade da década de 1960, partindo de uma espacialidade, qual seja, a chamada área da Manaus Moderna. Assim, a partir das memórias e histórias de um grupo de pessoas que constituem aquela espacialidade, busco apreender as lembranças e os significados daquela área antes de se tornar a "Manaus Moderna". Como foram experimentadas as mudanças pelas pessoas que constituiam e constituem aquele espaço e como essa experiência se relaciona com as lembranças e os esquecimentos desse grupo de pessoas são questões que busco discutir. Como aportes teóricos para refletir sobre História Oral e memória procuro inspiração em autores como Alessandro Portelli que entende a memória como uma construção dos sujeitos a partir de suas experiências de vida e ainda com relação a memória procuro dialogar com Ricoeur, Le Goff e Michael Pollak.
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  • ADRIANA DA SILVA OLIVEIRA
    Identidade espadeira: A construção de um adjetivo cultural e social. Queima de Espadas da cidade de Cruz das Almas – Bahia 1980-1990.
    A “Guerra de Espadas” no São João em Cruz das Almas - BA representa a manifestação que mais proporciona visibilidade ao município. As relações e interações possibilitam experiências, que são compartilhadas e transmitidas. A construção das identidades nesse sentido vão sendo desenvolvidas no decorrer das costuras históricas que a comunidade desenvolveu ao longo do tempo.
    A identidade que é construída pelos sujeitos diz respeito ao que mais importante se encontram na Guerra de Espadas, seus participantes. Interessante ressaltar a figura e representação que o “espadeiro” tem e carrega dentro da manifestação. A identidade espadeira configura-se não apenas na sua participação na festa, mas também nas representações estabelecidas, seja na sua postura, ações, discursos. Essa consciência de fazer parte, ser elemento centralizador da Guerra de Espadas, faz destes sujeitos históricos transmissores de uma cultura particular. As variações de espaço e tempo produziram de certo modificações que se apresentam, sobretudo, nas transformações das práticas cotidianas do município e de seus moradores. Os depoimentos orais formam um território de estudo no qual é possível refletir sobre as vivências construídas pelos distintos setores da sociedade no campo de tensões da festa.

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30/04 - Sexta-feira - Tarde (14h às às 15h 45min)
  • Anna Beatriz Zanine Koslinski
    Nas fronteiras entre mito e história: O caso da Nação do Maracatu Porto Rico
    Os limites entre mito e história são extremamente sutis em se tratando de histórias baseadas na tradição oral. Lévi-Strauss já dizia que nas sociedades sem escrita a história estaria num nível intermediário entre mito e história. Os maracatus-nação de Pernambuco são um bom exemplo desse paradigma visto que a documentação escrita acerca de sua história é escassa, obrigando os pesquisadores a recorrerem a relatos de memória dos maracatuzeiros. O caso da Nação Porto Rico é particularmente interessante pois o discurso de seus atuais membros nem sempre vai de encontro com a pouca documentação que existe acerca de sua história. Sendo assim esse caso se apresenta como um excelente meio para entender os limites entre mito e história. O presente trabalho tem a intenção de entender como se dá a construção da narrativa da origem da Nação Porto Rico por parte de seus membros. Para isso não podemos ignorar a discussão acerca da categoria de “memória” já que ela será um dos recursos para a construção dessa história e também do conceito de “tradição” que é algo muito valorizado dentro desses grupos. Por fim, precisamos compreender em que contexto o grupo está inserido atualmente pois sabemos que o passado é muitas vezes construído de acordo com as necessidades do presente.
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  • Bernardo Borges Buarque de Hollanda
    Torcidas organizadas de futebol: entre memória e história
    A comunicação apresenta reflexões acerca da relação memória-história, a partir de um conjunto de atores do universo esportivo. O ponto de partida são entrevistas realizadas com líderes de torcidas organizadas de futebol do Rio de Janeiro, nas décadas de 1960, 1970 e 1980. Os depoimentos foram colhidos como fonte primária para a minha tese de doutorado, no Programa de Pós-Graduação em História Social da Cultura da PUC-Rio: O clube como vontade e representação: o jornalismo esportivo e a formação das torcidas organizadas de futebol do Rio de Janeiro (1967-1988). Como se sabe, as torcidas organizadas são coletividades contemporâneas que emergiram com maior força na segunda metade do século XX. Nelas, o registro escrito é raro ou rarefeito. Em contrapartida, a lógica das rivalidades nesse campo tem por efeito um acentuado grau de coesão dos agrupamentos, reunidos em torno de uma memória coletiva transmitida oralmente, de geração a geração. A apresentação procurará enfocar os elementos que estruturam o discurso dos chefes de torcida a respeito da formação de suas próprias agremiações. Procura-se mostrar de que maneira os relatos concernentes à memória do grupo revelam novas perspectivas não apenas sobre a história do futebol como sobre a própria história do país naquele período.
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  • Jerferson Joyly dos Santos Medeiros
    A História oral que vira Memória: a arte das palavras nas rodas de Leitura na Cidade de Nova Palmeira – PB
    Este artigo tem por objetivo apresentar como a história contada nas rodas de Leitura da cidade de Nova Palmeira - PB é transcorrida e ressaltar o processo de criação de um universo, onde a memória, seja visual, lingüística e emocional passe fazer parte do cotidiano de crianças que recriam na suas mentes estórias, estabelecendo uma história na criação da própria memória. Assim, Trata-se de uma pesquisa exploratória, qualitativa e documental de fontes tanto oficiais, quanto incididas da oralidade obtidas através de questionários e entrevistas abertas, bem como iconográficas. A história oral com sua metodologia de pesquisa nos permite registrar e abranger experiências habituais na vida de crianças e adolescentes que passam a re(construir) sua identidade.
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  • Ivaneide Barbosa Ulisses
    FONTE ORAL, MEMÓRIA E TRABALHO: POSSIBILIDADE DE UMA HISTÓRIA DO QUEIJO EM JAGUARIBE – CEARÁ.
    O resumo refere-se a pesquisa inicial em parceria com a EMBRAPA, buscará através da produção do queijo no município de Jaguaribe no Estado do Ceará o cotidiano dos produtores, trabalhadores e ex-trabalhadores envolvidos nos processos de produção e circulação do produto, assim como a inserção da fabricação do queijo na história da colonização do Estado, iniciada pelo Vale do Jaguaribe. Para o intento necessitamos coletar e analisar diferentes fontes, como as escritas e iconográficas oriundas de arquivos públicos, pessoais e de empresas e obrigatoriamente as fontes orais, pois estas nos coloca diretamente na problemática das chamadas novas tendências historiográficas contemporâneas onde é possível uma elaboração a partir de uma denominada História da alimentação, entendendo o alimento como cultura material, portanto capaz de trazer aspectos socioculturais e simbólicos dos grupos envolvidos nas trajetórias da produção e circulação da iguaria, no caso o queijo do Jaguaribe em um processo de longa duração. No primeiro momento da pesquisa de campo estamos a lidar com questões postas pelos entrevistados, tais como: a construção da memória e quando se quer que a memória transforma-se em uma dada história.


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